quinta-feira, 13 de março de 2008

Sul mineiro tem novos cursos superiores


A Universidade Federal de Alfenas (Unifal), com sede em Alfenas, na região sul de Minas Gerais, abrirá, cinco novos cursos de graduação presencial distribuídos na sede e no campi de Varginha. A ampliação da oferta de cursos e de vagas será feita com recursos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Para executar seu plano de trabalho dentro do Reuni, a Unifal receberá R$ 12,9 milhões. Desses recursos, R$ 10 milhões serão investidos, até 2009, na criação de uma licenciatura em ciências biológicas e em três bacharelados em química, nutrição e ciências biológicas oferecidos na sede, em Alfenas. O restante da verba será investido na implantação do campi da Unifal em Varginha, obra prevista para o início de 2009. O primeiro curso será um bacharelado interdisciplinar em ciências e economia que oferecerá 330 vagas anuais.

Dentro de cinco anos, prazo de execução do plano de trabalho da Unifal com recursos do Reuni, a instituição passará dos atuais sete cursos de graduação para 14. A oferta de cursos no turno da noite passará de sete para 13.

Fonte: Ministério da Educação

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Educação como política de Estado


O ministro Fernando Haddad, da Educação, reiterou no início da tarde desta sexta-feira, 15, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, que o regime de cooperação entre estados, municípios e a União é condição fundamental para o sucesso do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). A revelação foi feita para mais de 200 prefeitos da região norte mineira.

“Não é com programas regionais ou estaduais que vamos alcançar os resultados que pretendemos. Temos de nos valer dos exemplos de países como a Coréia do Sul e a Irlanda, que passaram a tratar a educação como política de estado, não de governo”, disse o ministro. “Por isso, alcançaram os resultados que os colocam entre os mais desenvolvidos do mundo.”

Haddad destacou ainda o papel da União, previsto na Constituição Federal, de equalizar oportunidades educacionais. Ele explicou que o PDE reflete a preocupação em ordenar o território brasileiro no mapa educacional. “Precisamos diminuir as diferenças regionais para que esse direito fundamental esteja assegurado”, ressaltou.

O prefeito de Montes Claros, Athos Pereira, aderiu ao plano de metas do compromisso Todos pela Educação e aconselhou os municípios que ainda não aderiram ao plano a fazê-lo. “Foi um plano muito debatido junto à sociedade civil. Agora, em parceria com o governo federal, queremos multiplicar os bons resultados na educação da nossa cidade”, afirmou.

Fonte: Ministério da Educação

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Educação superior é ampliada em Minas


Duas novas universidades federais e oito novos campi universitários fazem parte do programa de expansão do ensino superior em Minas Gerais, previsto no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Um deles é o campus de Teófilo Ottoni, vinculado à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), que vai beneficiar o nordeste mineiro.

Teófilo Otoni, município situado no Vale do Mucuri, é considerado centro macrorregional. A implantação do campus visa aumentar a oferta de vagas da educação superior de graduação e pós-graduação, além de realizar atividades de pesquisa e extensão. As melhorias associadas à implantação do campus de Teófilo Otoni incluem o aumento de alunos matriculados no ensino superior público e o desenvolvimento dos setores produtivos regionais, tendo em vista a formação de mão-de-obra qualificada.

Os prédios da UFVJM em Teófilo Otoni terão capacidade para atender cerca de três mil alunos. A expansão da universidade no nordeste de Minas vai beneficiar, ainda, o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Os cursos ofertados são: administração, ciências contábeis, economia, matemática e serviço social. As aulas do primeiro período letivo deste ano começam no próximo dia 18. A previsão de investimentos totais no campus de Teófilo Otoni até 2010 é de cerca de R$ 17 milhões.

PDE — Minas Gerais conta ainda com novas universidades federais — do Triângulo Mineiro (UFTM) e de Alfenas (Unifal) — e campi universitários em Ituiutaba, Rio Paranaíba, Divinópolis, Paraopeba, Sete Lagoas, Itabira e Varginha, vinculados às universidades federais de Uberlândia, Viçosa, São João del-Rei, Itajubá e Alfenas. Para inaugurar o PDE em Minas Gerais e garantir a participação do estado e dos seus 853 municípios, o ministro Fernando Haddad visita a cidade de Montes Claros, no norte mineiro, nesta sexta-feira, 15.

Minas Gerais terá 31 novos pólos da UAB


O segundo edital da Universidade Aberta do Brasil (UAB) prevê a inauguração de 31 novos pólos em Minas Gerais. Em 2007, foram inaugurados outros 27 em território mineiro. A intenção é proporcionar a formação de professores para a educação básica em todo o estado.

Mesmo os municípios que não receberam pólos são beneficiados. O município de Montes Claros, por exemplo, ainda não possui nenhum. Entretanto, o norte de Minas, onde fica a cidade, dispõe de pólos em três municípios: Araçuaí, Januária e Salinas, todos do primeiro edital do programa. Já no segundo edital estão previstos outros cinco pólos nas proximidades de Montes Claros. São eles: Buritizeiro, Cristália, Francisco Sá, Janaúba e Urucuia.

Em Araçuaí, cursos de graduação em biologia, matemática, normal superior e química são oferecidos gratuitamente aos interessados. Já os que quiserem fazer um curso de especialização, contam com ensino de artes visuais e formação pedagógica de educação de profissionais na saúde. Todos os cursos são oferecidos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O Sistema Universidade Aberta do Brasil foi criado em 2005 para atender à demanda de capacitação de professores da educação básica. Entretanto,  também disponibiliza vários outros cursos superiores nas mais diversas áreas do saber.

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Escola mineira oferece curso de graduação e pós-graduação em agroecologia


Agricultura economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente saudável. Este é o lema de pesquisadores e estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Rio Pomba, Minas Gerais, que se dedicam à produção de alimentos orgânicos. A escola oferece curso de graduação em agroecologia e pós-graduação lato sensu (especialização) em agroecologia e desenvolvimento rural sustentável. Em dois anos, o Cefet terá mestrado em agroecologia.

O diretor do Cefet de Rio Pomba, Mário Sérgio Costa Vieira, foi o idealizador da graduação em agroecologia. Segundo ele, com o curso, o Cefet pretende formar profissionais capazes de reproduzir conhecimentos e tecnologias de preservação ambiental e de incentivar a produção de alimentos sem agrotóxicos e sem aditivos químicos industriais. “A agroecologia introduz um novo tipo de agricultura que tem a natureza como aliada”, explica.

A escola já produz alimentos orgânicos como arroz, feijão, verduras, mel e açúcar mascavo. “Quando estável, a agroecologia pode ter uma produção maior do que a agricultura convencional”, diz Mário Sérgio, que tem 20 anos de experiência no setor.

No dias 9 e 10 últimos, o Cefet de Rio Pomba sediou o 10° Seminário Mineiro de Produção Orgânica, que teve o propósito de despertar a consciência ecológica e demonstrar que é possível crescer social e economicamente e, ao mesmo tempo, preservar o planeta. Especialistas e doutores de várias instituições relataram experiências e debateram temas como manejo agroecológico do solo, agricultura orgânica, resgate de sementes, compostos orgânicos, café orgânico, homeopatia e plantas medicinais, leite orgânico e certificação de produtos orgânicos.

Fonte: Ministério da Educação

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Adultos alfabetizados formam cooperativa


Aos 47 anos, o lavrador José Valdair Alves Rodrigues, residente na zona rural de Arinos, Minas Gerais, realizou um sonho: ler e escrever. Para esse homem simples, de fala mansa e bonita “a escola é o remédio da vida. Antes era como se eu vivesse na escuridão”, diz. A primeira vez que esteve numa sala de aula foi aos oito anos, mas teve que abandonar os estudos para ajudar a mãe que ficou viúva, explica.

José Valdair e outros 61 jovens e adultos de Arinos e de Brazlândia (DF) receberam sábado, 28, em Brasília, certificados de alfabetização. Os depoimentos fortes e emocionados foram compartilhados durante o 2º Seminário Alfainclusão — processos e perspectivas, promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC).

Em mais de três décadas longe da escola, José Valdair alimentou o sonho de voltar à sala de aula. “Enquanto isso, eu ia para a lida e em casa treinava como escrever meu nome para assinar qualquer documento, assim eu decorei as letras e com muita dificuldade autentiquei minha identidade.” A oportunidade demorou, mas chegou no final de 2005, com o projeto Alfainclusão, uma parceria da Secad com a Fundação Banco do Brasil, que reúne metodologia de alfabetização com processos de geração de renda.

Para o projeto-piloto foram escolhidos os municípios de Arinos e Brazlândia que apresentam baixo índice de desenvolvimento humano (IDH). Residente no assentamento Chico Mendes, José Valdair ficou sabendo que teria aulas na sede da fazenda e disse à família que iria se dedicar de verdade aos estudos. Duas vezes por semana, durante 18 meses, ele acordou mais cedo, adiantou o trabalho, e às 16h se arrumava para ir à escola, distante 12 quilômetros de casa. “Tinha dia que ia a pé, em outros de bicicleta, mas eu ia de qualquer jeito”, relata.

Durante as aulas, todos os alunos aprendiam com a professora da comunidade, escolhida por eles, e também ensinavam uns aos outros o que sabiam. “Lá a gente era amigo, não aluno e professor”, conta Petronilia Teixeira da Silva, 39 anos, uma das alfabetizadoras do assentamento. “O melhor de tudo é saber que lá eu fazia parte”, completa. Alfabetizados, os alunos de Arinos com idade entre 26 a 65 anos integram hoje a cooperativa Urucooper. 

Para o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro, no Alfainclusão o aluno é um importante ator, pois além de exercer seu direito à educação ele desperta a consciência empreendedora ao participar de projeto inovador.

Fonte: Ministério da Educação

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Tecnologia de escola mineira atrai americanos


A tecnologia desenvolvida pela Escola  Agrotécnica Federal (EAF) de Muzambinho, em Minas Gerais, tem atraído a atenção de empresas dos Estados Unidos, interessadas na produção de bioenergia. Além disso, a escola é considerada, hoje, um centro de referência em pesquisas com oleaginosas, matérias-primas para a produção de combustível verde, mais conhecido como biodiesel.

A bioenergia é produzida a partir de resíduos de seres vivos vegetais ou animais. Com ela, pode-se produzir gás e, com ele, energia elétrica. Pode-se ainda produzir biodiesel. Graças a convênio com a Universidade de Itajubá, no Sul de Minas, 24 alunos da escola de Muzambinho defendem tese de mestrado em energia. Em 2008, a escola criará o curso superior em agroenergia, com ênfase no uso da energia de maneira sustentável na agricultura.

As empresas norte-americanas procuraram a escola mineira para dominar a tecnologia de produção dessa energia alternativa. Em Muzambinho, a pesquisa começou a ser desenvolvida há quatro anos. O uso excessivo de energia produzida pelo petróleo despertou a preocupação dos pesquisadores da instituição com o meio ambiente. “A agrotécnica tem vários processos de produção de energia a partir de recursos renováveis, como a energia solar e a produção de gás a partir de biodigestores”, conta o professor Luiz Carlos Rodrigues, engenheiro agrônomo e mestrando na área de bioenergia.

Segundo Luiz Carlos, o interesse dos pesquisadores é levar para o produtor rural o conhecimento sobre o uso racional de energia. Biodiesel — A escola é considerada, hoje, um centro de referência em pesquisas com oleaginosas. Resultado da fusão de óleos vegetais com o álcool, o biodiesel é o mais novo combustível de origem renovável.

As alternativas de matéria-prima para o fornecimento do óleo vegetal são diversas no Brasil — girassol, pinhão-manso, soja, amendoim, algodão, dendê e milho, entre tantas outras que podem ser cultivadas de acordo com a aptidão agrícola e o clima de cada região do País. Os alunos da escola de Muzambinho também são preparados para entrar no mercado de trabalho, pois o município mineiro terá, no próximo ano, a própria miniusina de biodiesel — a assistência técnica será prestada pelos alunos capacitados pela escola. 

Congresso — A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica  (Setec/MEC) estará representada no 4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, que começa na terça-feira, dia 3, e se estenderá até sábado, 7, em Varginha, Minas Gerais. A escola de  Muzambinho, em parceria com a Setec, distribuirá uma cartilha temática sobre biodiesel.

Fonte: Ministério da Educação