sexta-feira, 29 de junho de 2007

Tecnologia de escola mineira atrai americanos


A tecnologia desenvolvida pela Escola  Agrotécnica Federal (EAF) de Muzambinho, em Minas Gerais, tem atraído a atenção de empresas dos Estados Unidos, interessadas na produção de bioenergia. Além disso, a escola é considerada, hoje, um centro de referência em pesquisas com oleaginosas, matérias-primas para a produção de combustível verde, mais conhecido como biodiesel.

A bioenergia é produzida a partir de resíduos de seres vivos vegetais ou animais. Com ela, pode-se produzir gás e, com ele, energia elétrica. Pode-se ainda produzir biodiesel. Graças a convênio com a Universidade de Itajubá, no Sul de Minas, 24 alunos da escola de Muzambinho defendem tese de mestrado em energia. Em 2008, a escola criará o curso superior em agroenergia, com ênfase no uso da energia de maneira sustentável na agricultura.

As empresas norte-americanas procuraram a escola mineira para dominar a tecnologia de produção dessa energia alternativa. Em Muzambinho, a pesquisa começou a ser desenvolvida há quatro anos. O uso excessivo de energia produzida pelo petróleo despertou a preocupação dos pesquisadores da instituição com o meio ambiente. “A agrotécnica tem vários processos de produção de energia a partir de recursos renováveis, como a energia solar e a produção de gás a partir de biodigestores”, conta o professor Luiz Carlos Rodrigues, engenheiro agrônomo e mestrando na área de bioenergia.

Segundo Luiz Carlos, o interesse dos pesquisadores é levar para o produtor rural o conhecimento sobre o uso racional de energia. Biodiesel — A escola é considerada, hoje, um centro de referência em pesquisas com oleaginosas. Resultado da fusão de óleos vegetais com o álcool, o biodiesel é o mais novo combustível de origem renovável.

As alternativas de matéria-prima para o fornecimento do óleo vegetal são diversas no Brasil — girassol, pinhão-manso, soja, amendoim, algodão, dendê e milho, entre tantas outras que podem ser cultivadas de acordo com a aptidão agrícola e o clima de cada região do País. Os alunos da escola de Muzambinho também são preparados para entrar no mercado de trabalho, pois o município mineiro terá, no próximo ano, a própria miniusina de biodiesel — a assistência técnica será prestada pelos alunos capacitados pela escola. 

Congresso — A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica  (Setec/MEC) estará representada no 4º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel, que começa na terça-feira, dia 3, e se estenderá até sábado, 7, em Varginha, Minas Gerais. A escola de  Muzambinho, em parceria com a Setec, distribuirá uma cartilha temática sobre biodiesel.

Fonte: Ministério da Educação

quinta-feira, 1 de março de 2007

MEC investe na formação em áreas rurais


O Ministério da Educação aumentará investimentos na política nacional de licenciatura do campo, que busca garantir a formação inicial, continuada e profissional de professores que atuam em áreas rurais, mas que ainda não têm nível superior. Serão criados convênios com instituições federais de ensino superior, que oferecerão cursos semipresenciais aos professores. Além de aulas nas universidades, também ocorrerão períodos de convivência com as comunidades.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária, existem mais de 2,5 milhões de pessoas assentadas em áreas rurais brasileiras. Destas, mais de 1,5 milhão não freqüenta escolas. Entre as que freqüentam, boa parte aponta como motivo de insatisfação com a escola a falta de professores e a baixa qualidade do ensino.

Para Armênio Schimidt, diretor do Departamento de Educação para a Diversidade e Cidadania (Secad/MEC), a qualidade da educação está ligada à formação dos professores. Por isso, o projeto de licenciatura do campo causará impacto positivo nas comunidades rurais. Armênio destaca que, ao criar-se uma unidade pedagógica para a formação desses professores, é preciso valorizar as necessidades do campo. “A intenção é qualificar os professores para que temas regionais, como desenvolvimento sustentável, relacionamento com a natureza e questões culturais, sejam tratados dentro das escolas”, explica.

Editais — Em 2006, cinco projetos-piloto foram instalados em universidades federais de Brasília, Minas Gerais, Bahia, Campo Grande e Sergipe. O MEC fez um investimento médio de R$ 200 mil em cada um desses cursos, que estão em andamento. Em breve, devem ser lançados editais. A previsão é que sejam instaladas, no mínimo, mais 20 turmas em 2007.

Os cursos são realizados em etapas diferentes, tendo como base a alternância entre períodos de aula e de convivência com a comunidade. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por exemplo, o curso de licenciatura em pedagogias da terra intercala dois períodos de 45 dias de aula com o chamado “tempo comunidade”, quando os professores voltam para seus assentamentos, sob orientação dos profissionais da universidade. A primeira turma, em 2002, formou 52 professores. Nesta quinta-feira, 1º, cerca de 70 alunos iniciarão o curso.

Fonte: Ministério da Educação

Obras valorizam cultura indígena


Professores e estudantes indígenas de povos das cinco regiões do país começam as aulas este ano com uma série de novos materiais didáticos — livros, CDs e DVD — criados por eles. O respeito às culturas das aldeias é o ponto forte. São produções nas línguas maternas, em português ou bilíngüe, financiadas com recursos do Ministério da Educação, que somam 36 livros, sete CDs e um DVD.

Os povos guarani e caingangue, por exemplo, que vivem na terra indígena Guarita, no noroeste do Rio Grande do Sul, em áreas dos municípios de Tenente Portela, Miraguaí e Redentora, criaram um guia, em língua portuguesa, para orientar os professores na produção de materiais sobre cultura, ambiente e biodiversidade. Segundo Kleber Gesteira, coordenador de educação escolar indígena, o guia, patrocinado pelo MEC, foi elaborado pelos professores das escolas estaduais de ensino fundamental indígenas na terra Guarita. Ele servirá de apoio aos professores na produção de materiais didáticos capazes de destacar a ligação entre os povos indígenas e a natureza por meio de uma complexa relação entre os mundos social e humano, natural e ecológico e sobrenatural e espiritual.

Recursos — Os livros, CDs e DVD, que começam a ser utilizados neste semestre nas escolas indígenas, foram selecionados pela Comissão Nacional de Apoio à Produção de Material Didático Indígena (Capema) em agosto de 2005 e produzidos em 2006. Entre os CDs, os povos terena, pataxó e pareci gravaram uma seleção de canções que falam sobre suas culturas. Os livros abordam desde a história dos povos até as lendas e a matemática. Em abril, a Capema vai avaliar os 64 projetos inscritos pelos povos indígenas em 2006. Os recursos, que somam R$ 1 milhão, serão repassados pelo MEC à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que será responsável pela produção das obras selecionadas.

A Capema tem 16 membros — um representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), um da Fundação Nacional do Índio (Funai), quatro da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena, quatro de organizações indígenas, dois de universidades, dois de organizações não-governamentais, um do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e um da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Fonte: Ministério da Educação

Conselhos municipais recebem computadores


As 1.813 prefeituras que atualizaram em 2006 o cadastro sobre o funcionamento dos conselhos municipais de educação (CMEs) receberão do MEC, até o final de junho, computadores e impressoras para equipar os conselhos. O investimento público na aquisição dos equipamentos foi de R$ 4 milhões.

O objetivo da ação, explica o coordenador de articulação dos sistemas de ensino da Secretaria de Educação Básica (SEB), Arlindo Queiroz, é fortalecer os conselhos para ampliar o controle social da qualidade da educação. Com os equipamentos, a SEB quer melhorar o intercâmbio entre os conselhos municipais, estaduais e o Conselho Nacional de Educação (CNE) e executar um programa de educação a distância para a formação de conselheiros. O segundo passo para atingir esse objetivo, diz Queiroz, será interligar a rede de conselhos através da internet. “A conexão à rede, que tem custos extras, está em negociação”, adianta Queiroz.

Ao justificar os investimentos, o coordenador  lembra a importância que têm os conselhos na construção dos planos municipais de educação – que definem objetivos, fixam metas e executam avaliações periódicas do ensino local – até no controle que exercem sobre a aplicação do dinheiro público em programas da educação básica, entre eles, a merenda, transporte, formação de professores, melhoria e construção de escolas.

Beneficiários – Dos 1.813 conselhos municipais de educação que receberão computadores e impressoras, 675 são da região Sudeste, 495 da região Sul, 442 no Nordeste, 126 no Centro-Oeste e 75 na região Norte. Os estados com maior número de municípios com conselhos aptos a receber os equipamentos são São Paulo (354 municípios), Minas Gerais (234), Rio Grande do Sul (271) e Bahia (140).

Fonte: Ministério da Educação

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Estudante mineiro ganha prêmio de literatura


O trabalho A História do Corpo, do mineiro Estêvão Luís Silva, é um dos ganhadores da terceira edição do Prêmio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro para jovens brasileiros. Os premiados foram definidos no dia 24 último, em Lisboa. O júri foi composto por escritores e professores portugueses e pela escritora brasileira Lúcia Pimentel Góes.

Estêvão foi premiado no escalão A (jovens de 12 a 15 anos), na categoria prosa. Na categoria poesia, do mesmo escalão, o prêmio foi para Maria Tereza Pimenta, de São Paulo, com o trabalho Três Porquinhos e o Lobo. No escalão B (16 a 20 anos), o vencedor da categoria poesia foi Gleidston Alis Campos, também de Minas Gerais, com o trabalho Duto.

Receberam menção honrosa os trabalhos Reflexão e No Teatro da Vida, de Giovana Campos, de São Paulo (escalão A) e Pra Sentir o Amor Nascer ou o Laticínio dos Loucos, da pernambucana Amanda Neves (escalão B).

Inscrições — As inscrições para a quarta edição do prêmio literário destinado a jovens brasileiros estão abertas até 30 de junho. Para participar, os concorrentes devem enviar aos organizadores cinco cópias de seus trabalhos, assinados sob pseudônimo, além da cópia da carteira de identidade e indicação de endereço, telefone e escola na qual estudam. O material deve ser remetido para a Associação do Prêmio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro — Rua Dr. Silva Lima, Lações de Cima, 3720-298, Oliveira de Azeméis, Portugal.

Os vencedores serão contemplados com obras do escritor português José Maria Ferreira de Castro, um certificado de premiação e 200 euros (cerca de R$ 560,00). Mais informações na página eletrônica da associação.

Fonte: Ministério da Educação

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Federal de Ouro Preto abre curso de medicina


A cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, vai ganhar um curso público e gratuito de medicina com 40 vagas por semestre. O vestibular, marcado para 30 de junho e 1º de julho, tem inscrições a partir de abril. O curso dará ênfase ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Programa de Saúde da Família.

O reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), João Luiz Martins, não tem dúvida quanto ao impacto do novo curso de medicina: “O sistema de saúde da região de Ouro Preto ainda é precário. Mais de 50 distritos e municípios próximos, como Ouro Branco, Itabirito e Mariana, serão beneficiados − tanto pela oportunidade aos estudantes quanto pela formação de profissionais para o atendimento das comunidades”, afirma.

Profissionais experientes em cursos de medicina e professores da área de saúde integram as duas comissões formadas pela Ufop. Uma está aprimorando o projeto pedagógico do curso e a outra executa a implantação.  Em fevereiro, vai ser realizado um concurso público para preencher 15 vagas de professores. Em 2008, serão liberadas mais 35 vagas.

A Ufop recebeu do MEC R$ 3,5 milhões para construir o prédio, que vai funcionar ao lado do curso de farmácia, no campus Morro do Cruzeiro. Além de salas de aula e de informática, serão montados três laboratórios: um de grande porte para o ensino da anatomia, outro para patologia e um terceiro para simulação de práticas médicas. As aulas começam em setembro.

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

País está perto de formar mais 880 professores indígenas


Um total de 880 professores indígenas ingressou em 2006 em cursos de licenciatura específica de sete universidades brasileiras. Além disso, dois conselhos de educação escolar indígena foram instaurados. Houve ainda um amplo debate sobre propostas político-pedagógicas de ensino médio articulado com a formação profissional para os índios.

O coordenador-geral de educação escolar indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Kleber Gesteira, salienta que outras universidades devem iniciar os projetos de licenciatura em 2007. “Esperamos contar com pelo menos dois mil professores em formação”, projetou. Organizada em 225 sociedades, a população indígena no Brasil, hoje, é de aproximadamente 460 mil pessoas — 0,25% do total de brasileiros.

A pauta tradicional da educação indígena também foi colocada em prática em 2006. Cresceram a oferta de cursos de magistério, a produção de material didático específico e a construção de escolas. A implantação e a consolidação do apoio às licenciaturas indígenas ganharam força.
No Alto Solimões, Amazonas, é desenvolvido um curso específico para 250 professores ticunas, cocamas e caixanas, numa iniciativa da Organização-Geral dos Professores Ticunas Bilíngües (OGPTB), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Em Minas Gerais, 150 professores de seis povos indígenas estudam em cursos oferecidos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em Mato Grosso, o apoio é dado a cem professores de 19 povos pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A Universidade Federal de Roraima (UFRR) oferece cursos a 180 professores de seis povos do estado.

Em Mato Grosso do Sul, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) promoveu vestibular para 60 professores indígenas. Uma articulação entre as universidades federais de Goiás (UFG) e do Tocantins (UFT) proporcionou vagas para 59 professores de Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Também já está em funcionamento a licenciatura para 80 professores na Universidade de São Paulo (USP).

Metas — Para 2007, segundo Gesteira, a meta é fortalecer os projetos em andamento e consolidar a licenciatura dos professores indígenas como uma política pública sustentável. Para isso, ressalta, é necessário haver mais pesquisas nas universidades, mais produção de material didático específico e mais interação da comunidade com as universidades. “O objetivo é proporcionar a oferta do ensino básico nas aldeias, com professores indígenas liderando o processo”, disse.

Em 2006, também foi desenvolvido um intenso trabalho de criação de espaços entre instituições para que os índios participem da formulação, desenvolvimento e avaliação das políticas de educação escolar. Também este ano, foram instalados os conselhos de educação escolar indígena de Pernambuco e do Maranhão. O conselho do Tocantins foi consolidado. No âmbito do MEC, foi fortalecida a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena.

Outra frente de trabalho desenvolvida foi a de apoio à expansão da oferta de ensino médio em terras indígenas. Serão discutidas propostas político-pedagógicas e de formação profissional. De acordo com Gesteira, a implantação desse sistema favorece o desenvolvimento das terras indígenas e abre perspectivas para a juventude indígena no País.

Apoio — O MEC manteve o apoio técnico, político e financeiro, além da oferta de cursos de magistério indígena. O investimento foi de R$ 2,2 milhões em 20 projetos de formação de professores indígenas de nível médio. Essa formação garante oferta de ensino para alunos da primeira à quarta série. Além disso, manteve-se a produção de material didático específico, por meio da Comissão Nacional de Apoio à Produção de Material Didático Indígena (Capema), para uso nas escolas indígenas. O investimento foi de R$ 700 mil, aproximadamente, para 20 novos projetos.

Já nos projetos de construção de escolas em terras indígenas, estão sendo investidos R$ 2,6 milhões pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). Serão abertas 19 escolas. Outros R$ 2,8 milhões, do Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola), permitirão a criação de 27  instituições de ensino.

Fonte: Ministério da Educação